Homenagens ao Silêncio

“O tempo fluía lentamente, O tiquetaque do relógio empurrava o silêncio, insistia em querer afastá-lo, mas o silêncio opunha-lhe a sua massa espessa e pesada, onde todos os sons se afogavam. Sem desfalecimento, um e outro lutavam, o som com a obstinação do desespero e a certeza da morte, o silêncio com o desdém da eternidade.” (José Saramago, Claraboia)
Foto: "O tempo fluía lentamente, O tiquetaque do relógio empurrava o silêncio, insistia em querer afastá-lo, mas o silêncio opunha-lhe a sua massa espessa e pesada, onde todos os sons se afogavam. Sem desfalecimento, um e outro lutavam, o som com a obstinação do desespero e a certeza da morte, o silêncio com o desdém da eternidade." (José Saramago, Claraboia)
“A música corria livremente no silêncio e o silêncio recebia-a nos seus lábios mudos. O tempo passou. A sinfonia, como um rio que desce da montanha, alaga a planície e se afunda no mar, acabou na profundidade do silêncio.” (José Saramago, Claraboia)
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Ah, o Amor…

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Livros são Colmeias…

Livros são Colméias...

Livros são Colmeias produzindo o MEL do Conhecimento!

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Fenômeno Paracomputacional

Nem tudo o que lógico, mecânico, eletrônico ou cientificamente perfeito funciona 100% do tempo de maneira 100% correta. É o caso da informática. Problemas inexplicáveis acontecem. Na boa: merdas acontecem quando menos se espera! Influenciado por Douglas Adams (sem pretensão de homenagem, mesmo que merecida), ensaio uma minúscula e maluca teoria para os por mim chamados “Fenômenos Paracomputacionais”:

Quando algo assim acontece, pode ter certeza que provavelmente é coisa das prováveis improbabilidades quântico-binárias, que é uma característica muito comum na informática moderna dos nossos tempos atuais. Muito provavelmente ocorre quando um bit aleatório e deformado acessa uma porta de acesso quase inacessível.

A própria improbabilidade desse fato funesto e hediondo causa uma pane, que por sua vez causa um efeito de impossibilidade aritmética relativa momentânea. Traduzindo: um efeito de cálculo sem a devida limpeza da memória daquela porta e do conteúdo do próprio bit e de sua inerente deformação. Explicando a tradução: isso pode resultar numa soma errada. O efeito prático é que 2 mais 2 pode ser igual a 5, mesmo que momentaneamente.

Bom, momentâneo ou não, o fato é que uma vez desencadeado o processo, pela própria natureza automática dos cálculos aritméticos e de todas as suas infinitas possibilidades hereditárias, em algumas frações de milésimos de segundo isso irá causar um erro improvável e jamais previsto.

Uma característica marcante deste complexo problema é que ele nunca, jamais, de forma alguma poderá se repetir novamente!

bit louco

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A leitura salva! (ou pelo menos ajuda muito)

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Culpa Roedora (ou “Pequena Homenagem aos Ratos”)

Sou um prisioneiro de mim mesmo. Preso em meus próprios erros. Cercado de dilemas que eu mesmo crio e destruo. Coisas e tralhas que amontoam-se lá no fundo do meu baú insano. Pó daquilo que nem sei o que foi, trazido pela ventania da incerteza, depositado na memória, nas juntas, empoeirando tudo.

Os ratos da culpa corroendo minhas dores, zanzando pra lá e pra cá, causando-me nojo e medo. Tenho os venenos mas não sei usa-los. Ou tenho medo que me matem junto. Deveria saber de tudo, pois tive acesso a todo conhecimento que precisava, sempre. E sempre me disseram que aprendo fácil. E eu acreditei!

Talvez por isso. Por achar que sei, quando na verdade não sei de nada. Talvez por isso que eu na verdade não saiba usar o que aprendi; ou não aprendi? Talvez por isso tanto desperdício de conhecimentos, estudos, leituras, aulas, porradas, sofrimentos. Acho que não aprendi pelo amor, porque sempre fui mimado e egoísta. Acho que não aprendi pela dor porque talvez não tenha doído o suficiente.

A aí continuo nessa prisão velha, de grades enferrujadas, de chão empoeirado, por vezes de baú fechado, noutras salão imenso repleto de tranqueiras. Os ratos passando. O tempo esvaindo-se de mim.

A felicidade realmente deve estar na convivência dessa minha loucura interna com a realidade pequena e simples que preenche minhas horas. Não tenho, portanto, do que me queixar. Fecho a prisão-salinha-salão-baú e engulo a chave. Deixo isso pra lá e sigo. Depois me pego lá dentro de novo, sei lá como. A chave volta ou nem existe mais. Não importa. Importa achar rápido a saída, como agora.

Laércio N. Coelho

Ratos na prisão

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Bússola Divina

Apontei minha bússola pra Deus e fui em frente!

Ah, um detalhe: eu não sabia usar a bússola. Nem as normais, muito menos essa!

Mas o que me importava era o “norte” verdadeiro que tinha que dar à minha vida. E esse “norte” eu já tinha certeza de que era Deus. E mais: eu já sabia de algum modo, qual a direção a seguir. Era lá dentro de mim mesmo, alguns graus a leste (ou oeste) do meu coração, ali no meio do peito. Podia ser também em minha consciência espiritual, que tudo sabia e que de fato me dava essas certezas todas. Ou seria em minha mente, ou no olho espiritual que fica entre as sobrancelhas… Enfim, não importava muito bem, não carecia ser tão preciso. O GPS tem uns desvios loucos e, conforme os satélites, ele pode te dar uma posição com 10, 30 ou até 100 metros de diferença. Eu já sabia que meu “norte Divino” estava em mim! Acho que já era precisão suficiente.

Beleza, rumo certo e apontado, certeza do meu destino; só faltava mesmo era saber como chegar. Oras bolas, não estava tão fácil e preciso? Qual o problema agora? O problema era a própria localização da Divindade: entrincheirada na lama dos meus sentimentos, ofuscada por pensamentos nada bons, desacreditada por incertezas descabidas, esquecida por anos ou vidas a fio, relegada ao 100º plano da minha vida atual. Nossa! Mas eu sabia que estava lá. E que todas essas coisas, mesmo ilusórias e transitórias que me atrapalhavam a Vê-lo, seriam difíceis barreiras das quais não me livraria sem esforço.

Então comecei a me esforçar, com disciplina e dedicação, sem fazer saltos mirabolantes, sem ilusões, mas numa constante batalha, dia a dia, tentando alcançar o ponto máximo dessa “viagem” ainda nesta encarnação. Eu encontraria Deus! Fiz desse encontro minha meta máxima e parti sem medo, sem olhar para trás. Lá eu já sabia o que tinha deixado: tempo perdido em tristezas e desesperanças. A experiência que adquiri e da qual precisava estava comigo na viagem, lado a lado. A bagagem maior estava em minha consciência de espírito milenar e buscador convicto.

Se já O achei? Bom, há 2 pontos de vista que convivem diariamente comigo para responder essa questão:

Sim, eu já achei Deus. Achei-O no sorriso das crianças, na alegria de meus filhos, no amor de minha esposa, nos ensinamentos do meu pai, no afeto de minha mãe e irmãos de sangue, no carinho e amparo de amigos e irmãos espirituais, encarnados e desencarnados, na realização de pequenas e humildes tarefas que destroem meu orgulho e me fazem entender o que realmente importa em todo ato caridoso de amor ao próximo; achei Deus na natureza exuberante, nos rios que conheci, nas praias, nos animais, no céu esplendoroso, no Sol, nas aves, nas cores, nos sons, no silêncio, em tudo.

Não, ainda não achei Deus. Não de forma completa, não com o êxtase que eu sei que existe, conforme citado por todos os grandes mestres iogues e todos os santos católicos e todos os convertidos evangélicos, que em transe já obtiveram a graça deste grande encontro, chamem do que quiserem chamar. Este encontro, enfim, ainda não tive. Ainda busco incessantemente essa Bem-Aventurança Divina. Mas são os “achados” que citei acima, as manifestações Divinas já percebidas, que vão limpando aquela lama e revelando minha Divindade interior, preparando-me para este grande encontro.

E assim sigo o meu caminho. Tentando auxiliar a todos que eu puder, principalmente quem ainda não optou por essa busca. Não importa o credo ou a forma de buscar. Vou tentando não julgar as escolhas de meus irmãos de caminhada, pois cada um tem o seu tempo. E como disse no início, eu me demorei bastante, afinal, até decidir buscar meu verdadeiro caminho espiritual. Até aí muitos me ajudaram, mesmo que eu não tenha percebido, mesmo que eles não tenham percebido. Mas fui e sou auxiliado todos os dias no eterno aprendizado de como usar a “Bússola Divina do Amor”…

Lembrando sempre que o único doador é Deus. E Ele nos quer unidos de novo ao seu pensamento cósmico. Então, que todos nós achemos logo o rumo!

Nós e o Pai somos UM!

Laércio N. Coelho

10/10/2011

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A Música Indiana segundo Paramahansa Yogananda

MUSICA INDIANA BRASIL: A Música Indiana segundo Paramahansa Yogananda.

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A Verdadeira Busca 2

O verdadeiro lugar de moradia de Deus é o coração do homem.

Você não precisa procurar Deus.

É ignorância não ser capaz de reconhecer sua própria Divindade inata.

Sathya Sai Baba

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A Verdadeira Busca

É a força de Deus que vive em nós e não nós (esta matéria) que vivemos.

Essa é a força, a verdadeira razão de existir que buscamos: o encontro está dentro de nós. A felicidade está neste encontro. A busca não termina neste encontro, porque vamos querer repeti-lo continuamente. A todo momento. Porque este encontro é êxtase, é maravilhoso. É Divino, na mais perfeita acepção do termo.

A verdadeira busca, portanto é encontrar o Ser Divino que habita em nós. Somos centelha Dele. Somos Ele. Porque buscamos longe? Porque não compreendemos nossa verdadeira natureza inata? Porque sofremos? Talvez iludidos pelos sentidos. Presos na maioria das vezes e na maior parte do tempo à outra grande ilusão: a de que somos livres e que podemos fazer tudo. Mas livres de quem? Do quê? Na pretensão dessa inadvertida liberdade que nem sequer entendemos, acabamos presos a toda espécie de sofrimento, vivendo relacionamentos baseados em hierarquia, poder e interesses mútuos. Vivemos para a satisfação desses interesses, do que nós mesmos julgamos ser certo ou errado (para nós), satisfazendo nossos egos gigantescos, iludindo-nos no simples contentamento de nossos sentidos físicos limitados, que passam de instrumentos necessários para a experiência física do Espírito neste plano, a guias quase exclusivos de nossas vidas.

Chega o momento chave do verdadeiro (re)encontro. É necessário e é urgente. O planeta entra agora numa era definitiva de progresso e tudo vai acontecer muito mais rapidamente do que supomos. É preciso muito Amor para superar as dificuldades que a humanidade enfrentará para se adaptar aos novos tempos. Problemas graves na saúde (humana e planetária em geral), tragédias naturais (como já estamos vendo): temos que estar preparados espiritualmente para enfrentar tudo isso e auxiliar os irmãos mais necessitados. Muitos espíritos elevados estão reencarnando entre nós para também prestarem este necessário auxílio.

Todos devem empreender a sua busca pessoal agora, voltada para o Amor. É a luz de Amor de Deus que de fato nos alimenta. Mas precisamos expandi-la em nós. Há diversos caminhos para isso. Cada qual deve encontrar o que melhor lhe fala ao Espírito. Mas com a compreensão de que este Amor já está em nós e que só falta resgatá-lo definitivamente, compreendê-lo e então amplia-lo, vivendo verdadeiramente a felicidade plena do encontro com Deus, o Pai Divino, e iluminando todos à nossa volta. Este caminho pessoal pode passar pela religião, claro. Mas sem perder o foco ou desviar-se pelos “atalhos” dogmáticos e muitas vezes preconceituosos, enraizados em séculos de incompreensões e distorções. As religiões sérias tiveram e ainda têm um importante papel na recondução da humanidade ao Criador. Todas elas, de alguma forma, cumprem este objetivo. Mas sua condução esgota-se e torna-se incompleta quando o homem busca a verdadeira comunhão com a Divindade Suprema, de infinito Amor e Bondade. A chamada “Auto Realização do Ser” completa esse caminho iniciado pelas religiões. E há, realmente, a necessidade que isso aconteça. E muitas religiões estão, inclusive, introduzindo em seus estudos, de alguma forma, teorias e práticas voltadas para a interiorização do Ser e seu encontro real com Deus. Mas no final das contas é tudo muito pessoal, individual mesmo. Por mais que haja auxílio, e todos necessitamos de algum auxílio em dado momento dessa busca, chega um ponto em que você tem que conseguir ir sozinho. Este encontro é único, não há como descrever sensações, ensinar qual vai ser o seu momento, prever, planejar como fazer. Cada um que chega a esta Auto Realização e a partir daí consegue expandir sua luz e conviver com Deus de fato, pode descrever do seu jeito e, mesmo assim, até certo ponto. Faltam palavras. Meditando, orando, dormindo, convivendo de uma forma inteiramente nova com os outros e consigo mesmo, descobrindo novas sensações…

O Criador está nos esperando. Nosso caminho, infalivelmente, é o do progresso em direção à Sua Luz. Ele nos deu o Universo infinito de possibilidades. Espíritos rebeldes que fomos, ainda assim Ele nos dá todo o Seu Amor e planeja um crescimento de aprendizado deste Amor. Nos dá o mecanismo da reencarnação, da experiência gradual nos diversos mundos físicos existentes, o auxílio dos Espíritos mais elevados que vão nos guiando nessa escola, Suas Leis Naturais imutáveis e perfeitas e, por último, o Livre Arbítrio para que possamos escolher a melhor forma de realizar esta obra do progresso e voltar ao Seu encontro. Mas muitas vezes confundimos o Livre Arbítrio com a falsa ilusão de uma liberdade total, como dito no início deste texto, usando-o com total irresponsabilidade e guiados por critérios suspeitos que nós mesmos inventamos. E, mesmo acreditando em tudo e estando bem informados sobre as leis de Reencarnação e progresso, ainda assim relegamos nosso encontro com Deus a um segundo plano. “Vamos deixar para a próxima encarnação”, “Na outra vou conseguir melhorar”, etc. Isso tudo faz parte do caminho, do progresso geral da humanidade, e não nos cabe aqui julgar tais exemplos. Mas precisamos vê-los de outro prisma. Pois temos a opção de realizarmos este encontro com Deus aqui, começando a nossa transformação agora. Então não podemos cair na contradição de “deixar pra depois” e ao mesmo tempo vivermos infelizes e reclamando da vida. E o tempo para a conformação já não existe. Se temos oportunidade de esclarecimentos maiores, é chegada a hora de colocar tais conhecimentos em prática. Deus não nos quer sofrendo e nem infelizes; ainda mais sabendo Ele de todo o poder que nos imbuiu desde a nossa criação. Ele espera pacientemente por nós, porque NOS AMA. Mas nos chama, e especialmente aos que já estão um pouco mais adiantados nessa escola (ou que estão tendo oportunidades para tal), para que façamos nossa “Auto Realização” o quanto antes, para que possamos ajudar mais e melhor aos nossos irmãos mais necessitados.

Apressemos nosso passo, cada qual dentro de suas possibilidades. Mas façamos nosso caminho rumo à convivência com Deus!

Laércio N. Coelho

(Inspirações diversas)

Detalhes sobre a mudança de vibração do planeta, segundo o Espírito Ramatís:

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