O Rio Sem Fim

(inspirado na última obra do Pink Floyd – uma homenagem a Rick Wright)

The Endless River

Como um rio eterno de energia
Fluindo sem fim
Maré e fluxo
Num indo e vindo incessante
Como coisas ditas
Ecoando de volta

Uma vida que se vai
Outras que continuam
Todas ligadas
Então nada se foi
Tudo continua vivo
Ainda que apenas som

Tudo isso é o que fazemos
Indo, voltando, influenciando e seguindo
Num eterno pulsar
E o sol, mesmo não celebrado,
Esquenta todas as peles
Conhecidas ou anônimas

Simples como a arte perdida da conversa
Desperdiçada nas esquinas
À luz da noite
Complexo como conversar com Stephen Halking
Assim pode ser a música
Só depende de quem ouve

Quem tem olhos para pérolas?
Quem ouviu o chamado?
O som veio à superfície
No outono de 68
Ficou mais alto que as palavras
E continua como um rio sem fim

(Laércio N. Coelho – 12/11/2014)

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2 respostas para O Rio Sem Fim

  1. raph disse:

    Oi Laércio, você comentou por lá e eu comento por aqui…

    Realmente eu me peguei pensando muito no tempo, não propriamente por conta deste “Endless river”, mas ao ver uma das últimas apresentações do Richard Wright ao lado de David Gilmour, tocando diversas músicas clássicas do Pink Floyd, inclusive “Echoes”. Então, logo após eu tive vontade de rever o “Echoes” da época do “Live at Pompeii”, e me deu aquele insight de como, entre uma e outra década, de certa forma eles eram ainda os mesmos, como se o tempo sequer tivesse passado…

    Foi daí que resolvi postar em meu blog sobre “Echoes”. Interessante como, mesmo sendo fã deles desde muito antes de iniciar meu blog, somente agora cito o Pink Floyd pela primeira vez, após mais de 8 anos… Mas o que é o tempo, não é mesmo?

    Abração!
    raph

  2. Raph,

    Como admirador de seus textos, é uma honra ter seu comentário no meu humilde e quase secreto blogzinho. E legal saber que também é fã do Pink Floyd.
    É bem isso: nem o tempo e nem a distância separam a natureza única das almas. E a beleza que criam, como no caso de músicas inesquecíveis como essa, ecoam para sempre pelo Universo, comprovando esse fato.

    Grande abraço!

    Laércio.

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