Bússola Divina

Apontei minha bússola pra Deus e fui em frente!

Ah, um detalhe: eu não sabia usar a bússola. Nem as normais, muito menos essa!

Mas o que me importava era o “norte” verdadeiro que tinha que dar à minha vida. E esse “norte” eu já tinha certeza de que era Deus. E mais: eu já sabia de algum modo, qual a direção a seguir. Era lá dentro de mim mesmo, alguns graus a leste (ou oeste) do meu coração, ali no meio do peito. Podia ser também em minha consciência espiritual, que tudo sabia e que de fato me dava essas certezas todas. Ou seria em minha mente, ou no olho espiritual que fica entre as sobrancelhas… Enfim, não importava muito bem, não carecia ser tão preciso. O GPS tem uns desvios loucos e, conforme os satélites, ele pode te dar uma posição com 10, 30 ou até 100 metros de diferença. Eu já sabia que meu “norte Divino” estava em mim! Acho que já era precisão suficiente.

Beleza, rumo certo e apontado, certeza do meu destino; só faltava mesmo era saber como chegar. Oras bolas, não estava tão fácil e preciso? Qual o problema agora? O problema era a própria localização da Divindade: entrincheirada na lama dos meus sentimentos, ofuscada por pensamentos nada bons, desacreditada por incertezas descabidas, esquecida por anos ou vidas a fio, relegada ao 100º plano da minha vida atual. Nossa! Mas eu sabia que estava lá. E que todas essas coisas, mesmo ilusórias e transitórias que me atrapalhavam a Vê-lo, seriam difíceis barreiras das quais não me livraria sem esforço.

Então comecei a me esforçar, com disciplina e dedicação, sem fazer saltos mirabolantes, sem ilusões, mas numa constante batalha, dia a dia, tentando alcançar o ponto máximo dessa “viagem” ainda nesta encarnação. Eu encontraria Deus! Fiz desse encontro minha meta máxima e parti sem medo, sem olhar para trás. Lá eu já sabia o que tinha deixado: tempo perdido em tristezas e desesperanças. A experiência que adquiri e da qual precisava estava comigo na viagem, lado a lado. A bagagem maior estava em minha consciência de espírito milenar e buscador convicto.

Se já O achei? Bom, há 2 pontos de vista que convivem diariamente comigo para responder essa questão:

Sim, eu já achei Deus. Achei-O no sorriso das crianças, na alegria de meus filhos, no amor de minha esposa, nos ensinamentos do meu pai, no afeto de minha mãe e irmãos de sangue, no carinho e amparo de amigos e irmãos espirituais, encarnados e desencarnados, na realização de pequenas e humildes tarefas que destroem meu orgulho e me fazem entender o que realmente importa em todo ato caridoso de amor ao próximo; achei Deus na natureza exuberante, nos rios que conheci, nas praias, nos animais, no céu esplendoroso, no Sol, nas aves, nas cores, nos sons, no silêncio, em tudo.

Não, ainda não achei Deus. Não de forma completa, não com o êxtase que eu sei que existe, conforme citado por todos os grandes mestres iogues e todos os santos católicos e todos os convertidos evangélicos, que em transe já obtiveram a graça deste grande encontro, chamem do que quiserem chamar. Este encontro, enfim, ainda não tive. Ainda busco incessantemente essa Bem-Aventurança Divina. Mas são os “achados” que citei acima, as manifestações Divinas já percebidas, que vão limpando aquela lama e revelando minha Divindade interior, preparando-me para este grande encontro.

E assim sigo o meu caminho. Tentando auxiliar a todos que eu puder, principalmente quem ainda não optou por essa busca. Não importa o credo ou a forma de buscar. Vou tentando não julgar as escolhas de meus irmãos de caminhada, pois cada um tem o seu tempo. E como disse no início, eu me demorei bastante, afinal, até decidir buscar meu verdadeiro caminho espiritual. Até aí muitos me ajudaram, mesmo que eu não tenha percebido, mesmo que eles não tenham percebido. Mas fui e sou auxiliado todos os dias no eterno aprendizado de como usar a “Bússola Divina do Amor”…

Lembrando sempre que o único doador é Deus. E Ele nos quer unidos de novo ao seu pensamento cósmico. Então, que todos nós achemos logo o rumo!

Nós e o Pai somos UM!

Laércio N. Coelho

10/10/2011

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