O Rio Sem Fim

(inspirado na última obra do Pink Floyd – uma homenagem a Rick Wright)

The Endless River

Como um rio eterno de energia
Fluindo sem fim
Maré e fluxo
Num indo e vindo incessante
Como coisas ditas
Ecoando de volta

Uma vida que se vai
Outras que continuam
Todas ligadas
Então nada se foi
Tudo continua vivo
Ainda que apenas som

Tudo isso é o que fazemos
Indo, voltando, influenciando e seguindo
Num eterno pulsar
E o sol, mesmo não celebrado,
Esquenta todas as peles
Conhecidas ou anônimas

Simples como a arte perdida da conversa
Desperdiçada nas esquinas
À luz da noite
Complexo como conversar com Stephen Halking
Assim pode ser a música
Só depende de quem ouve

Quem tem olhos para pérolas?
Quem ouviu o chamado?
O som veio à superfície
No outono de 68
Ficou mais alto que as palavras
E continua como um rio sem fim

(Laércio N. Coelho – 12/11/2014)

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Tempo para Meditar

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BLACK (Live in Santiago) – Pearl Jam

Gosto muito dessa música.

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Andarilho

Quando andar sem parar não for opção,
mas o único impulso e a única vontade…

Parábola do Andarilho

Antes que a morte venha
Antes que o sol termine
Antes que a ponte caia
Antes que a lua afine

Vou andar mais um bocado
Pra curar minha loucura
Procurar não é pecado
A estrada ainda me cura

Lá na frente tem um trilho
Quase todo enferrujado
Pra continuar andarilho
Preciso arrumar um cajado

Antes que a chuva venha
Antes que a cama esfrie
Antes que a noite caia
Antes que o amor termine

Vou-me embora
Vou tranquilo
Vou sem culpa
Andarilho.

 

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Palavras

Palavras são só palavras.
São esses sons saídos de dentro
Rabiscados por aí afora
Jogados ao vento
Caídos ao nada
Berrados a esmo e a ninguém
Adivinhados ao sussurro
Pichados no muro
Hieróglifos
Símbolos
Penas e tinteiros
Papiros
Gráficos
Digitais
Magnéticos
Garranchos legíveis
Articulados e ininteligíveis
Úteis e banais
Gesticulados e essenciais
Impressos nas areias do tempo
Esquecidos ou sempre lembrados.
Sons. Apenas sons.

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Carregam nossa história
Palavras nos carregam
Cheias de significância e sentimento
Que mudam conforme o tom e o ritmo
Como músicas
E podem mudar conforme a música
Línguas de monte
E cheias de sotaque
Tic-tac
Tique e taque
Ticket, trackt
Baque, saque
Sacou?
Gíria girou,
Minha cabeça rodou,
Fugiu, não rolou.

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A ideia, antes idéia,
Será que é a mesma, será que pegou?
Há regras nas palavras?
Ou regra é só uma palavra a ser desobedecida
Pela linguagem humana ilimitada?
Linguagem: mãe das palavras?
Quem veio primeiro?
Quem veio?
Quem.

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Homenagens ao Silêncio

“O tempo fluía lentamente, O tiquetaque do relógio empurrava o silêncio, insistia em querer afastá-lo, mas o silêncio opunha-lhe a sua massa espessa e pesada, onde todos os sons se afogavam. Sem desfalecimento, um e outro lutavam, o som com a obstinação do desespero e a certeza da morte, o silêncio com o desdém da eternidade.” (José Saramago, Claraboia)
Foto: "O tempo fluía lentamente, O tiquetaque do relógio empurrava o silêncio, insistia em querer afastá-lo, mas o silêncio opunha-lhe a sua massa espessa e pesada, onde todos os sons se afogavam. Sem desfalecimento, um e outro lutavam, o som com a obstinação do desespero e a certeza da morte, o silêncio com o desdém da eternidade." (José Saramago, Claraboia)
“A música corria livremente no silêncio e o silêncio recebia-a nos seus lábios mudos. O tempo passou. A sinfonia, como um rio que desce da montanha, alaga a planície e se afunda no mar, acabou na profundidade do silêncio.” (José Saramago, Claraboia)
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Ah, o Amor…

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Livros são Colmeias…

Livros são Colméias...

Livros são Colmeias produzindo o MEL do Conhecimento!

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Fenômeno Paracomputacional

Nem tudo o que lógico, mecânico, eletrônico ou cientificamente perfeito funciona 100% do tempo de maneira 100% correta. É o caso da informática. Problemas inexplicáveis acontecem. Na boa: merdas acontecem quando menos se espera! Influenciado por Douglas Adams (sem pretensão de homenagem, mesmo que merecida), ensaio uma minúscula e maluca teoria para os por mim chamados “Fenômenos Paracomputacionais”:

Quando algo assim acontece, pode ter certeza que provavelmente é coisa das prováveis improbabilidades quântico-binárias, que é uma característica muito comum na informática moderna dos nossos tempos atuais. Muito provavelmente ocorre quando um bit aleatório e deformado acessa uma porta de acesso quase inacessível.

A própria improbabilidade desse fato funesto e hediondo causa uma pane, que por sua vez causa um efeito de impossibilidade aritmética relativa momentânea. Traduzindo: um efeito de cálculo sem a devida limpeza da memória daquela porta e do conteúdo do próprio bit e de sua inerente deformação. Explicando a tradução: isso pode resultar numa soma errada. O efeito prático é que 2 mais 2 pode ser igual a 5, mesmo que momentaneamente.

Bom, momentâneo ou não, o fato é que uma vez desencadeado o processo, pela própria natureza automática dos cálculos aritméticos e de todas as suas infinitas possibilidades hereditárias, em algumas frações de milésimos de segundo isso irá causar um erro improvável e jamais previsto.

Uma característica marcante deste complexo problema é que ele nunca, jamais, de forma alguma poderá se repetir novamente!

bit louco

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A leitura salva! (ou pelo menos ajuda muito)

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